ANDANDO POR AÍ - Correio da Lavoura

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17 de abr. de 2019

ANDANDO POR AÍ

Um pouco de cada coisa
Por João da Rua

1. O capitão declarou recentemente que foi formado para ser militar e não presidente da República. O Sr. Jair Bolsonaro esqueceu de dizer que há comportamentos que, de tão evidentes, dispensam qualquer explicação.

2. A falência política do Brasil – entre tantas outras falências – é argumento liquidante para explicar Marcelo Crivella na Prefeitura do Rio, Wilson Witzel no governo do Estado e Jair Bolsonaro na presidência da República.

3. Neste início de semana lembrei de 1966. As chuvas que castigaram o Rio por um período de quase uma semana deixaram um saldo trágico de 250 mortos e 50 mil desabrigados. Agora, neste início de 2019, que nos seus seis primeiros três meses vem nos inundando de péssimas notícias, a região metropolitana de vou mais uma vez vítima de um grande estrago provocado pelas chuvas. As autoridades, como sempre, administrativamente cínicas, em suas falas televisivas em que tentam esconder sua incompetência, culpam a natureza. Neste cenário, pode-se dizer, que Nova Iguaçu foi poupada pela precipitação pluviométrica, como nos ensina a Meteorologia. Ainda bem, pois aqui em Maxambomba não temos condições de resistir a um totó. Na zona residencial, por exemplo, 20 minutos de chuva são suficientes para transformar a Av. Dr. Mário Guimarães num caudaloso afluente do Rio Amazonas.

4. Não passei das peladas de rua e terreno baldio. Paulo César, não. Foi craque no timaço do Botafogo dos anos 60, ao lado de Gerson, Rindo, Jairzinho, Manga... É brilhou também na seleção. Pertence à minha geração, se bem que um pouco mais novo, o que explica e justifica sua aversão pelo futebol hoje praticado no Brasil, Paulo César esculhamba alguns falsos craques e dirigentes, os principais protagonistas do drama atual do futebol brasileiro. A síndrome dos 7 a 1 poderá ficar como marca do nosso declínio. Neste sentido, Paulo César prevê, para dentro de muito pouco tempo, estádios cada vez mais vazios. De fato, a mediocridade que vem tomando conta do futebol brasileiro não merece plateia.
Em sua coluna de O Globo, Paulo César trouxe de volta o texto contundente, ausente há muito tempo da crônica esportiva nacional. PC, em suas crônicas, prova que não só foi treinado por João Saldanha, mas também discípulo de sua visão crítica. É acima de tudo sensível às transformações que foram afetando o nosso futebol ao longo do tempo, como decorrência, enfim, de uma visível degradação que vem atingindo todos os setores da vida nacional.