PROJETO VAI ACOMPANHAR CRIANÇAS EM VULNERABILIDADE SOCIAL - Correio da Lavoura

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6 de jun de 2019

PROJETO VAI ACOMPANHAR CRIANÇAS EM VULNERABILIDADE SOCIAL

Crianças vivendo na pobreza ou em vulnerabilidade social é uma situação que incomoda a todos. E com razão. De acordo com dados da Fundação Abrinq, 40,2% dos brasileiros com até 14 anos vivem em situação de pobreza, sujeitos a altos índices de violência (inclusive doméstica), evasão escolar e até problemas de saúde. Para modificar este quadro em Nova Iguaçu, a Prefeitura criou o projeto PIPAS (Primeira Infância Protegida da Assistência Social), desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e baseado no Programa Criança Feliz, do Governo Federal.

O lançamento do PIPAS será nesta sexta-feira (7), às 13h, na Praça Rui Barbosa, no Centro. O projeto tem o objetivo de beneficiar 2 mil famílias em situação de vulnerabilidade social, acompanhando regularmente as crianças cadastradas no Cadastro Único, de 0 a 3 anos (beneficiárias do Bolsa Família) e de 0 a 6 anos (beneficiárias do BPC – Benefício de Prestação Continuada), integrantes destas famílias. Aquelas que não estiverem no Cadastro Único também serão atendidas e as famílias orientadas a fazer o cadastramento.

O trabalho será realizado através de visitas domiciliares às famílias com o objetivo de estimular a relação afetiva entre a criança e seus cuidadores, promovendo o desenvolvimento de diferentes habilidades desde os primeiros meses de vida. A intenção principal é o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Serão 66 visitadores atuando nas ações, supervisionados por cinco pedagogos e psicólogos. As visitas às famílias carentes começam no dia 10 de junho.

Os visitadores usarão bicicletas que serão entregues no evento de lançamento do PIPAS. Todos passaram por capacitação na SEMAS. “Abordamos desde a forma de abordagem às famílias durante as visitas domiciliares, especialmente às crianças, e aos cuidados ao andar de bicicleta com segurança pelas ruas da cidade”, conta a secretária da SEMAS, Elaine Medeiros. “As visitas serão planejadas respeitando as necessidades e particularidades de cada família. Estes planejamentos serão feitos mensalmente a partir do estudo de caso e orientação de cada supervisor”, complementa.

Além de receber atendimento domiciliar regularmente, as famílias inseridas no projeto serão orientadas a procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo, onde terão acesso aos diversos serviços oferecidos pelo equipamento.

Crédito - Alziro Xavier