TROCANDO EM MIÚDOS - Correio da Lavoura

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10 de abr de 2019

TROCANDO EM MIÚDOS

Por Almeida dos Santos

Almeida dos Santos – Prefeito, o senhor pegou um Município com uma dívida na folha de pagamento na ordem de três meses. Isso sem contar as dívidas com os fornecedores e prestadores de serviços. O que o senhor fez e tem feito para amenizar esse impacto na capacidade de investimentos da Prefeitura? Em quanto isso lhe prejudicou nesses primeiros anos?
Rogerio Lisboa – Com a dívida de salários e fornecedores, a capacidade de investimentos da Prefeitura praticamente ficou comprometida por quatro anos. O que temos feito é diminuir os custos de contratos e tendo foco no que fazer. O exemplo é o viaduto que entregamos agora em parceria com o Governo do Estado.

A.S. – Antes e após assumir o governo o senhor fez duras críticas ao seu então adversário Nelson Bornier. Como está a relação entre o senhor e ele?
R.L. – Eu não tenho problema pessoal com ninguém. Houve uma disputa política em que a gente criticava a forma de governar, que eu acho que era completamente diferente da minha. Eu não tenho nenhum problema pessoal com o ex-prefeito Bornier.

A.S. – Qual a sua maior dificuldade na administração da máquina neste momento e que acredita que ainda deve fazer antes de terminar essa gestão de quatro anos?
R.L. – A maior dificuldade é a economia do país que não tem girado da forma que a gente espera, não tem crescimento econômico e isso acaba impactando diretamente na arrecadação da prefeitura. Com isso falta recurso pra gente fazer o mínimo necessário pela cidade. A gente espera que a economia destrave e que a gente possa ter um pouco mais de capacidade de investimentos nos próximos anos.

A.S. – O senhor seria ou é um candidato natural à reeleição? O senhor pretende usar essa prerrogativa de buscar a renovação de um mandato para mais quatro anos?
R.L. – Eu sou candidato a fazer um governo que seja eficiente para a população. No período eleitoral, que ainda está longe, a gente decide junto com a população.

A.S. – Como é a sua relação com o governado Wilson Witzel? O senhor e ele podem construir uma aliança política?
R.L. – A minha relação com o governador Witzel é ótima. Eu percebo que ele é sensível aos problemas da Baixada Fluminense. Nos primeiros dias de mandato dele eu fiz um convite para ele vir ao aniversário da cidade, ele prontamente atendeu, veio, visitou a obra do viaduto, liberou recursos para a obra e agora liberou recursos para o Hospital da Posse. Eu percebo que ele tem uma sensibilidade para os problemas da Baixada, entende os problemas da Baixada e tem sido um grande parceiro do governo.

A.S. – Caso o senhor venha concorrer à reeleição, o PT seria novamente um aliado para indicar um vice ou isso depende dessa nova conjuntura política nacional?
R.L. – Esta questão de eleição eu não estou conectado agora. Eu estou conectado na administração.

A.S. – Agradeço muito o senhor por essa entrevista que me dá através de WhatsApp. O senhor gostaria de fazer alguma consideração final ou deixar uma mensagem?
R.L. – Minha mensagem é que nós vamos continuar cuidando da cidade, economizando cada centavo da arrecadação que é pequena, pra gente continuar fazendo o possível. Nós temos obras que vamos retomar, como o viaduto de Comendador Soares, que é fundamental, porque obra parada é desperdício de dinheiro público. E uma série de programas na área social e de saúde que vamos manter.


Entrevista concedida via WhatsApp