TROCANDO EM MIÚDOS - Correio da Lavoura

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29 de jan de 2019

TROCANDO EM MIÚDOS

Por Almeida dos Santos

Novo presidente
Na última terça-feira, dia 22, a Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu escolheu Felipe Rangel Garcia, que completa 30 anos de idade em maio e atende pelo nome político de Felipinho Ravis (PSC), para ocupar o mais alto cargo daquela Casa exercendo a função de presidente do Poder Legislativo. Talvez um fato inédito, porém marcado de polêmica.

Marujo
O marujo de primeira viagem, alçado ao cargo de comandante da Câmara, ele é comerciante e pela primeira vez ocupa uma cadeira na Casa. Com pouco mais de dois anos de mandato, foi promovido nos bastidores de uma ação meteórica apoiada pelo Juninho do Pneu (DEM), esse a quem Felipinho vai suceder na Mesa Diretora.

Polêmica
Foi uma sessão marcada por uma sequência de deselegâncias envolvendo discursos agressivos e palavras de ordem. Isso mostra que a escolha de Felipinho não é unanimidade, o que é possível prever que o Poder Legislativo pode mergulhar numa crise interna que deu a prévia na escolha turbulenta do novo presidente.

Placar apertado
Felipinho foi eleito com 9 votos, que são eles: Alcemir Gomes (PTB), Alexandre da Padaria (PR), Carlinhos BNH (PTC), Fabinho Maringá (MDB), Fernandinho Moquetá (PRP), Maurício Morais (MDB), Renato do Mercado (DEM), Juninho do Pneu (DEM) e o próprio. Isso mostra que foi um voto a mais da metade dos 17 vereadores.

Prefeito
Apesar ter sido alçado pelo presidente Juninho do Pneu (DEM), que é do DEM, o novo presidente pertence ao partido do governador Wilson Witzel (PSC), esse que é aliado de Garotinho e de Nelson Bornier, ambos adversários do prefeito Rogerio Lisboa. Isso pode ser uma ameaça futura ao próprio prefeito, afinal Lisboa na sua campanha estendeu a mão para Eduardo Paes, do DEM.

Nada deve mudar
Por ser aliado e cria do Juninho do Pneu (DEM), esse que deixa a presidência, nada deve mudar muito na Câmara. Afinal, Juninho continuará tendo influência no comando da Casa. Ou seja: muda-se o presidente e não a presidência.

Estratégia do futuro
Nenhum passo que hoje é dado na política não acontece se não houver um olhar para o futuro. A eleição do Felipinho coloca o nome do Juninho do Pneu (DEM) em posição estratégica com a Câmara caso os boatos sobre o prefeito não concorrer a reeleição se concretizem. Mas eu, particularmente, acho que Lisboa tentará o seu segundo mandato.