Por Almeida dos Santos
A Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu completou 50 anos de existência no último dia 5. Criada inicialmente como um instrumento de apoio às atividades da antiga Secretaria de Educação e Cultura, a Fenig teve, desde sua origem, forte atuação no campo cultural. Posteriormente, passou a integrar a então Secretaria Municipal de Esporte, Lazer, Cultura e Turismo, quando essas pastas estavam unificadas em uma única estrutura administrativa.
Foi em 2010 que a Fenig conquistou, de fato, sua autonomia institucional. Miguel Ribeiro, presidente da fundação por quase uma década, é o principal responsável, ao lado de sua equipe, pelas diretrizes e pelo planejamento das ações culturais, socioculturais e educativas que moldaram a instituição nos últimos anos. Ao longo de 2026, estão programadas atividades comemorativas alusivas ao jubileu de ouro, reforçando a marca da Fenig, que é merecedora dessa celebração.
Nova Iguaçu, 193 anos!
No dia 15 de janeiro, completam-se 193 anos desde que o então povoado de Iguassú foi elevado à categoria de vila, dando origem à Vila de Iguassú. Apesar de ter sido criada em 15 de janeiro de 1833, somente em 29 de julho daquele ano tomaram posse os sete primeiros vereadores, marco da autonomia iguaçuana.
O presidente da Câmara em 1833, hoje conhecido como Barão de Guandu, acumulava as funções legislativas e executivas. O modelo administrativo tal como conhecemos atualmente, com a separação entre os poderes Legislativo e Executivo, passou a vigorar em 1919, com a indicação de Mário Pinotti. Atualmente, quem governa essa cidade pujante, berço de uma importante região, é o prefeito Dudu Reina, detentor, por sinal, do maior percentual de votos da história recente de Nova Iguaçu.
Um trunfo iguaçuano
Por muito tempo, Nova Iguaçu exerceu papel relevante na geografia política do Estado do Rio de Janeiro. Em 2026, ano eleitoral, esse protagonismo volta ao debate, já que o período naturalmente desperta atenção para a correlação de forças políticas no cenário fluminense.
Nesse contexto, o nome do ex-prefeito Rogerio Lisboa surge como uma oportunidade de recolocar Nova Iguaçu no centro das decisões políticas do estado. O deputado federal Dr. Luizinho, filho da cidade e com grande influência na política fluminense, também compõe esse cenário. Caso Rogerio Lisboa venha a integrar uma chapa majoritária, independentemente do resultado das urnas, essa escolha reposiciona Nova Iguaçu como protagonista na Baixada Fluminense.
Em uma década
Ao ser eleito prefeito em outubro de 2016, quase uma década atrás, Rogerio Lisboa iniciava uma trajetória que - talvez nem ele próprio imaginasse - se tornaria relevante para Nova Iguaçu no cenário político estadual em 2026. Consolidou-se como um nome forte, especialmente no município iguaçuano, e desponta como uma possibilidade concreta de retomada do protagonismo que a cidade vem perdendo no tabuleiro político fluminense.
Em uma eventual eleição de Rogerio Lisboa em uma chapa majoritária, somada à influência do deputado federal Dr. Luizinho, as vozes de Nova Iguaçu ganhariam maior peso em uma disputa que envolve 92 municípios.
Lugar de fala
Ao observarmos atentamente o cenário estadual, percebe-se que a força dos royalties conferiu protagonismo a determinadas regiões. A Baixada Fluminense, em especial Nova Iguaçu, acabou perdendo parte de sua capacidade de representação política, apesar de sua expressiva força eleitoral.
Uma parcela significativa do eleitorado fluminense está concentrada nas cidades da Baixada, mas, em razão das disputas internas da política local, essa representatividade encolheu, em vez de projetar a região como ela merece. Por isso, o surgimento do nome do ex-prefeito Rogerio Lisboa como possível integrante de uma chapa à vice-governadoria representa a devolução do lugar de protagonismo ao município iguaçuano.
