TROCANDO EM MIÚDOS - Correio da Lavoura

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19 de mai. de 2020

TROCANDO EM MIÚDOS

POR ALMEIDA DOS SANTOS


A história vai registrando


A Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, à meia bomba, vai fazendo o seu trabalho através das reuniões virtuais. Mas o que me chama a atenção é que ela, praticamente, inexiste diante do cenário que estamos vivendo. Estamos em maio e em breve a Câmara estará em recesso. As comissões temáticas da Casa, se valendo da mesma tecnologia para as sessões plenárias virtuais, poderiam trazer à tona debates importantes sobre as medidas que o Poder Executivo vem adotando. Esse momento vivido hoje será cobrado pela história amanhã. Podem anotar!

Maestro


O presidente da ALERJ, André Ceciliano (PT), está dando um exemplo que poderia ser seguido pela Câmara Municipal de Nova Iguaçu nas atividades do parlamento. As sessões estão acontecendo e muitas medidas para amenizar os efeitos da pandemia no Rio de Janeiro vêm sendo debatidas e com medidas importantes. O que vejo é que a Câmara Municipal de Nova Iguaçu está passando o momento mais sensível que atravessa a cidade sem aparecer como protagonista nas decisões que envolvem o município.

Barreiras


O prefeito Rogerio Lisboa parece que decidiu ser mais rigoroso nas medidas para providenciar o distanciamento social. Pena que essas medidas estão restritas apenas ao centro de Nova Iguaçu. O que poderia ser feito é um convênio entre a Secretaria Municipal de Segurança e a Secretaria Estadual de Segurança para as atividades em bairros de grande concentração. Mas não só durante o dia. À noite seria fundamental.

Insisto…


O prefeito continua sendo o mensageiro dos números referentes ao avanço da Covid-19, mas esquece de ter ao lado o secretário municipal de Saúde, o Manoel Barreto. A imagem do Lisboa vai se corroendo dessa maneira. Ele devia falar dos atos administrativos e deixar a cargo do secretário as medidas que a Secretaria vem enfrentando com o avanço da doença. Mas, como ele quer assim, que assim seja.

Que momento triste!


O presidente Jair Messias Bolsonaro não suporta mesmo a imprensa. A incapacidade de conviver com o direito ao contraditório é uma coisa que prejudica não apenas ele, mas a nação. O presidente quer apenas falar e não responder. É triste esse momento que atravessa a democracia.