ROGERIO LISBOA: O SÍNDICO DO CAOS - Correio da Lavoura

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5 de out. de 2019

ROGERIO LISBOA: O SÍNDICO DO CAOS

Por Thiago Rachid


Se o caos fosse um país, a Nova Iguaçu deste governo seria a capital. E o rei seria Rogerio Lisboa. Um rei daqueles que não mandam em nada, mas que servem fielmente aos seus senhores.

Formamos uma grande cidade, com oitocentos mil habitantes e um orçamento público municipal da ordem de 1,2 bilhão, aproximadamente. Porém, Nova Iguaçu padece pelo infortúnio das péssimas opções que sempre se apresentam para a escolha do seu eleitorado. Mais uma vez sofre os efeitos de um governo medíocre e que obedece aos critérios de formação o mais distante possíveis de qualquer da capacidade técnica dos nomeados. 

Os exemplos de incompetência não faltam em todos os setores da administração pública municipal. Na saúde já vimos até um morto que teria recebido alta e que o próprio Hospital da Posse não sabia que tinha morrido, embora tivesse sido encaminhado ao necrotério pela própria unidade de saúde. Neste setor não faltam exemplos da atuação de Rogerinho Malvadeza. Por exemplo, logo que tomou posse, Lisboa acabou com o atendimento de excelência aos diabéticos no posto da Dom Walmor, em mais um dos gestos de crueldade que são sua marca. Aliás, Rogerio disse rapidamente a que veio: com apenas duas semanas na cadeira de prefeito já presenteou as empresas de ônibus com o aumento das passagens. O jeito de fazer bem feito se revelava. Nunca um governo fez tão bem feito para as empresas de ônibus.

A crueldade não parou por aí. Os motoristas de vans são tratados por seu governo como se fossem a escória do mundo e não cidadãos trabalhadores, pais de família. Muitos perderam seus carros. Outros viram sua renda encolher. Tudo isso pela engenharia de transportes que implantou para beneficiar as empresas de ônibus, as donas do poder.

Os camelôs também foram perseguidos. Muitos empresários extorquidos com a cobrança de tributos já pagos. O ITBI foi aumentado, inibindo o setor imobiliário. A atividade econômica honesta e regular tratada como inimiga, como era de se esperar de um governo lacaio do PC do B.

Os bandidos, por sua vez, não encontram dificuldades. Estes têm vida fácil por aqui. Da parte do Prefeito, só promessas e uma absoluta fidelidade à omissão que sempre o caracterizou. O programa Segurança Presente que deveria estar nas ruas desde agosto de 2017, conforme promessa dele mesmo aos empresários que se comprometeram a pagar parte das despesas, só saiu do papel dois anos depois e exclusivamente por ser uma política pública do novo governador. A relação policial militar per capita muitas vezes menor que a do Leblon não é objeto de protestos junto ao Governo do Estado.

No meio ambiente, a tragédia continua. Além da imundície de todo espaço urbano, nossos espaços verdes são totalmente negligenciados no que compete à Prefeitura. As queimadas seguem devastando a Serra de Madureira todos os anos. O parque municipal, abandonado e sem nenhum trabalho de integração com a sociedade. Porém, mesmo sem sequer fazer o básico, o prefeito autoriza sua turma a ir atrás da recategorização da Reserva Biológica, como se essa trágica gestão tivesse condições de se meter em uma pauta justa, mas infinitamente acima de sua incompetência.

Na Educação o padrão Rogerio Lisboa se mantém, com direito a ônibus escolar com duzentos alunos a bordo, transportados em condições sub-humanas, escola sendo assaltada em plena luz do dia, praticamente todas as escolas em péssimas condições estruturais, falta de insumos, materiais, uniformes e a velha companheira do Prefeito, a omissão, se manifestando com a perda da oportunidade de solicitar ao Governo Federal a instalação de escolas cívico-militares no município.

E, embora pudéssemos ficar falando das barbaridades deste governo omisso e incompetente até amanhã, vamos finalizar esse texto falando do trânsito, mais um setor em que quem mandam são as empresas de ônibus que tudo podem e onde o trabalhador é perseguido e tem seu trabalho dificultado, como os motoristas de aplicativos e os motoristas de vans. Não há qualquer gestão no trânsito de Nova Iguaçu e a máquina pública não consegue sequer impedir que o principal cruzamento da cidade (Via Light x Av. Roberto Silveira) não seja obstruído. Para muitos trabalhadores que vivem e trabalham na cidade, o tempo de deslocamento já se assemelha ao que levariam para trabalhar no Centro do Rio. 

No governo Lisboa há dois senhores – a Esquerda e as empresas de ônibus –, um escravo – o povo – e um só efeito: o caos em todos os setores da vida iguaçuana. Nada funciona na Nova Iguaçu de Rogerio Lisboa.