*Jorge Gama
Fui ao ChatGPT buscar a melhor tradução para a expressão latina “Quo vadis?”. Embora já tivesse conhecimento de seu significado, foi importante verificar o seu sentido mais ampliado.
Seu significado pode ser usado de forma simbólica para questionar o caminho, o destino ou a direção de alguém, de uma ideia ou até mesmo de uma nação.
É claro que, neste caso, o questionamento se refere ao destino ou ao caminho de nossa nação.
Outra questão clássica é a diferença entre nação e Estado. A nação é quem somos. O Estado é como somos governados.
No sentido mais visível dessa questão, podemos identificar claramente a nação e sua força na caminhada do deputado Nikolas Ferreira, onde homens, mulheres, crianças, jovens, adultos, idosos, brancos, negros e religiosos - todos unidos - formam uma caminhada que deve ser reconhecida como a nação em busca de seu melhor destino.
É nesse momento que surge a pergunta: “Quo vadis?”.
A nação caminhava, seguindo fisicamente em direção a Brasília, onde se encontram todos os poderes do Estado e de onde somos governados, claramente sonhando com um outro destino.
A caminhada pedia ao Brasil que acordasse desse pesadelo institucional, no qual não conseguimos encontrar o melhor caminho ou um destino menos incerto.
A mobilização traz a esperança de uma nação cujo Estado, dela afastado e distante, não consegue a sintonia de um verdadeiro progresso em direção a uma justiça social autêntica, distante do populismo abjeto.
A nação exige uma resposta de um Estado que segue de costas para os anseios de seu povo.
A nação permanece distante de um Estado burocrático e arrogante, no qual a ética foi abandonada.
A nação seguirá caminhando e buscando o seu melhor destino.
*Jorge Gama é advogado e ex-deputado federal.
