PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS TERÃO AJUDA DO GOVERNO FEDERAL PARA PAGAR SALÁRIOS - Correio da Lavoura

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31 de mar. de 2020

PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS TERÃO AJUDA DO GOVERNO FEDERAL PARA PAGAR SALÁRIOS

O pacote econômico faz parte das ações de enfrentamento ao coronavírus

Presidente da República Jair Bolsonaro, durante coletiva de imprensa ao lado 
do Presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, do Presidente da Caixa 
Pedro Guimarães e do Presidente do BNDES Gustavo Montezano

Na última sexta-feira (27), o Governo Federal anunciou um pacote de medidas para atender às vítimas do coronavírus (Covid-19) e manter os empregos e as atividades econômicas. A ideia anunciada, durante pronunciamento, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, é que o governo financie por dois meses os salários dos funcionários de pequenas e médias empresas. O programa será uma parceria entre o Banco Central (Bacen), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério da Economia e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Essa parceria prevê a disponibilização de uma linha de crédito emergencial para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. "[A verba] se destina exclusivamente ao financiamento de folhas de pagamento", pontuou o presidente do Bancen, Roberto Campos Neto. 

A medida vai financiar dois meses de folhas de pagamento e o montante será de R$ 20 bilhões por mês, totalizando R$ 40 bilhões ao final do período. “Isso deve beneficiar 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de pessoas”, destacou Campos Neto.

De cada R$ 20 bilhões, R$ 17 bilhões serão do Tesouro Nacional e R$ 3 bilhões da Febraban. O programa é limitado a dois salários mínimos. Quem ganha um, continuará ganhando um. Quem ganha dois, continuará ganhando dois. Já quem ganha três, ganhará dois. 

“É uma divisão de risco de 85% para o governo e 15% para a associação dos bancos. São operações com zero de spread. Nós estamos falando de uma taxa de [de juros] 3,75% ao ano”, disse Campos.

Os empresários terão seis meses de carência para começar a pagar o financiamento que poderá ser dividido em até 36 meses. O dinheiro vai direto para o CPF do funcionário. A empresa fica somente com a dívida. “Quem aderir ao programa de financiamento terá que assumir o compromisso de não demitir durante dois meses”, asseverou o presidente do Bacen.

O próximo passo será encaminhar uma medida provisória (MP) ao Congresso para começar os empréstimos.