Por Almeida dos Santos
Faltando menos de um mês para a escolha dos deputados estaduais e federais, o resultado das urnas dará um panorama do patrimônio eleitoral com que os agentes públicos com redutos na cidade contam para as eleições de 2028. Isso é notório, afinal o fim de uma eleição é o começo de outra. Pode acontecer uma nova geografia política na correlação de grupos com vistas às eleições municipais? Isso ainda não sabemos, mas tudo indica que sim. E não duvidem que isso fique claro em 2027.
Antecipação
A cada eleição que se passa, o processo eleitoral tem ocorrido cada vez mais cedo. Portanto, imagino que antes mesmo do meados de 2027 teremos uma visão clara dos efeitos das urnas de 2026 para as pretensões nas urnas em 2028. Outro fato que pesará nisso é como será a relação do futuro governador com os pretendentes das eleições de 2028. Em outras palavras, estou dizendo que, no curso do processo de disputa de poder, o ano de 2027 - aproximadamente já no segundo semestre - poderá ter composições diferentes no palanque da geografia política.
Expectativa
Não é de agora que a bancada iguaçuana na Alerj tem sido proporcionalmente menor até mesmo que a de outras cidades da Baixada. Explico e dou o exemplo: São João de Meriti, cidade com um colégio eleitoral bem menor que o de Nova Iguaçu, já possuiu uma bancada maior que a de Nova Iguaçu na Alerj. Isso mostra que a “Cidade Mãe” da Baixada, que antes disputava o protagonismo político com Duque de Caxias, agora “reza” para ter uma bancada que não seja menor que a de municípios com menos eleitores que o total de eleitores iguaçuanos. Essa eleição vai servir para medir também como ficará a representatividade iguaçuana, em número de cadeiras, na Alerj.
Orgulho da Baixada
Ex-deputado estadual, André Ceciliano (PT) caminha na disputa para voltar para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Nascido na Baixada, ex-prefeito de Paracambi por duas gestões e ex-deputado estadual por quatro mandatos, a passagem de André Ceciliano pela presidência da Alerj deixou uma marca de tal forma que, onde quer que vá, tem sua gestão na presidência elogiada. No Estado, em momentos críticos como a pandemia e até na crise financeira, Ceciliano conseguiu feitos ao dialogar e atender municípios, fato que até hoje é reconhecido até por prefeitos de outros partidos. Por essa grandeza, Ceciliano é visto como um político de dar orgulho para a Baixada.
A grande vitrine
Que a Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (Fenig) é muito ativa no município, isso ninguém discute. Miguel Ribeiro, figura pública com o maior tempo na cadeira de presidente da Fenig, conseguiu moldar este órgão público que tem sido parceiro dos fazedores de cultura. Cronistas e contistas, por exemplo, têm visto as suas obras publicadas através das coletâneas dos editais criados. Mas há uma coisa na Fenig que transcende as fronteiras da própria cidade e, às vezes imperceptivelmente, ultrapassa os limites municipais. O apoio ao artesanato cumpre não apenas o fomento à economia criativa, mas permite levar a marca da cidade para outros cantos. Muita gente de outras cidades passa nas barracas das artesãs e acaba levando um pouco do que é Nova Iguaçu para municípios vizinhos. A Fenig, hoje, é a grande vitrine da literatura e do artesanato iguaçuano.
