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7 de set. de 2026

TROCANDO EM MIÚDOS

Por Almeida dos Santos


O “Pai da Farmácia Brasileira”


Na coluna de hoje, falo do Dr. Ezequiel Corrêa dos Santos, nascido em 10 de abril de 1801, na Freguesia Nossa Senhora do Pilar, território pertencente ao que se tornaria parte da Vila de Iguassú, em 15 de janeiro de 1833. Dr. Ezequiel faleceu em 28 de dezembro de 1864 e é considerado o “Pai da Farmácia Brasileira”. Em outras palavras, um iguaçuano alcançou este reconhecimento nacional e deveria ser motivo de orgulho para esta terra, porém não é lembrado e sequer virou nome de rua. O “Pai da Farmácia Brasileira”, se é que podemos dizer assim, é um ilustre desconhecido no território em que nasceu.

Prestígio

O Dr. Ezequiel ganhou tamanho prestígio que, por Decreto de 26 de julho de 1850, foi nomeado, oficialmente, por D. Pedro II, como o Farmacêutico do Imperador. É importante não confundir com o filho dele, o Ezequiel Corrêa dos Santos Filho, que também se destacou, dando continuidade aos estudos do pai. Engraçado é que o Dr. Ezequiel foi o farmacêutico de D. Pedro II e o Marquês de Itanhaém, um outro iguaçuano, foi o tutor de D. Pedro II e de suas irmãs. Neste caso, tanto a Educação quanto a Saúde de D. Pedro II estiveram sob os cuidados de dois iguaçuanos.

Somos mais que pensamos

Rica em personagens que tiveram destaque no Brasil, a Baixada Fluminense, antes compreendida no vasto território conhecido como a “Grande Iguassú”, foi berço de muita gente influente em diversas áreas, conforme venho escrevendo. Semana passada, falei sobre Luiz Alves de Sousa Lobo, o médico nascido em Iguassú que se tornou membro da Academia Imperial de Medicina e muito mais. Desta vez, escrevo sobre o Dr. Ezequiel Corrêa dos Santos que, apesar de farmacêutico, tornou-se integrante da Academia Imperial de Medicina em 15 de outubro de 1835, data na qual houve a eleição e a posse dele como membro da instituição.

O grande farmacêutico

Dr. Ezequiel Corrêa dos Santos foi diplomado farmacêutico por Carta Régia em 2 de junho de 1819. E, mesmo sendo farmacêutico, ingressou na Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina. Aliás, em 29 de março de 1972, por iniciativa do médico José Messias do Carmo, foi aprovada a criação da Cadeira nº 100, e o Dr. Ezequiel Corrêa dos Santos tornou-se o “Patrono Perpétuo” dela, instituído também como o “Pai da Farmácia Brasileira”, um título concedido a um iguaçuano que deveria ser explorado no fomento ao sentimento de pertencimento.

Existem muitos

Caso os poderes municipais queiram criar uma comenda para celebrar os antepassados que ganharam projeções nacionais e até internacionais, seja no campo da ciência, das artes, da política e em outras áreas, o que não faltaria é iguaçuano para ser homenageado. A criação de uma lei dessa magnitude, estabelecendo um rol com os nomes dessas pessoas e instituída como “Política de Identidade e Pertencimento”, inserida na própria Lei Orgânica Municipal, colaboraria para que o município “mãe” da Baixada Fluminense não só fizesse o registro, como mantivesse acessível uma lista de grandes personalidades que tiveram vínculos com Nova Iguaçu.