Por Almeida dos Santos
André Ceciliano (PT), ex-presidente da Alerj e experiente político que já foi prefeito, deputado estadual por quatro mandatos e ex-secretário de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, participou nesta semana de um podcast na Rede Baixada de Notícias (RBN) e contou um pouco da sua trajetória e visão de política. Ceciliano é um dos políticos mais influentes no estado, e sua passagem pela presidência da Alerj foi marcada pela conciliação. A influência de Ceciliano é tamanha que, recentemente, o candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), participou de uma cavalgada noturna em Paracambi. Não é à toa que André Ceciliano é visto como pule de dez para voltar a ocupar uma cadeira na Alerj.
Falta pouco
Conforme noticiamos anteriormente, o vereador Dr. Robertinho (PDT) protocolou a indicação do Título de Cidadania Iguaçuana oferecido ao presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu (IHGNI), Dr. José Luiz Teixeira. Agora, o que falta, apenas, é o despacho do presidente da Câmara, vereador Dr. Marcio Guerreiro, para que uma justa e esperada homenagem possa acontecer a uma das figuras muito querida e dedicada a preservar e difundir a história iguaçuana.
Tempos de outrora
No passado, a “plataforma eleitoral” dos candidatos era um dos principais trunfos para atrair o eleitorado. Mas parece que virou coisa do passado. O que eles chamam de “fechamento” é o que prevalece no atual modelo das relações políticas. E quando falo de “fechamento”, isso não significa aliança.
Para pensar…
Às vezes ouço as pessoas dizerem sobre a área central de Nova Iguaçu, principalmente em referência à que está localizada no entorno da Av. Dr. Mário Guimarães, como se fosse a “área nobre” da cidade. E, de tão repetida essa classificação, hoje não é incomum ler ou ouvir isso com uma naturalidade assustadora. Talvez haja uma confusão que fazem ao atribuir nobreza à renda. E assim, por descuido ou desatenção, isso acaba normalizando até a visão de investimentos públicos. Essas pequenas ações me levam à impressão de que, naquela região, o investimento público se tornaria mais nobre do que se investir em outras regiões. E isso se reflete até no serviço público. Hoje, é preciso quebrar esse paradigma de visão, entendimento e investimento.
2026 é véspera de 2028
O tempo na política se contabiliza de dois em dois anos. Portanto, o fim de uma eleição é o início de outra. Assim que as urnas revelarem os escolhidos para a Câmara dos Deputados, em Brasília, e para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, logo haverá evidências mais claras dos grupos que vão se formar na disputa das eleições municipais. No entanto, é possível antever que, no segundo semestre de 2027, as coisas estarão muito acirradas na política iguaçuana. Como disse, na política, um ano vale dois.

