69% dos moradores afirmaram utilizá-la principalmente
para entretenimento, como redes sociais, vídeos, filmes e jogos
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(Foto: Freepik) |
Quando questionados sobre o uso da internet, 69% dos moradores afirmaram utilizá-la principalmente para entretenimento, como redes sociais, vídeos, filmes e jogos, padrão similar aos 75% da população fluminense que prioriza redes sociais diariamente. Apenas 31% relataram usar a rede para buscar informações, e um número ainda menor declarou acessar conteúdos educativos ou cursos online. O uso de plataformas digitais para acessar serviços públicos também aparece de forma pontual.
“O uso da internet como principal forma de lazer revela tanto a presença do digital no cotidiano quanto a ausência de alternativas culturais presenciais no próprio bairro”, aponta Viviane Gonzales.
Apesar da ampla presença do consumo digital, o acesso à internet não é homogêneo. A pesquisa identificou domicílios sem conexão própria, compartilhamento de celulares entre crianças e adolescentes e limitações de acessibilidade para pessoas com deficiência, realidades comuns em 20% dos domicílios periféricos de Nova Iguaçu. Ainda assim, aplicativos de mensagens e redes sociais fazem parte da rotina da maioria das famílias. “A pesquisa mostra que estar conectado não significa ter acesso pleno: há domicílios sem internet, compartilhamento de aparelhos e limitações que afetam principalmente crianças, adolescentes e pessoas com deficiência”, explica Gonzales.
No campo do lazer presencial, as atividades mais citadas foram ouvir música, assistir televisão, brincar na rua ou frequentar a praça do bairro. Práticas culturais estruturadas, como teatro, museu ou circo, aparecem de forma residual, refletindo a inexistência de equipamentos culturais em Geneciano, a baixa motorização (120 veículos/1.000 hab.) e a dificuldade de deslocamento para outras regiões de Nova Iguaçu.
Esse conjunto de dados evidencia que o lazer no Geneciano é condicionado por fatores estruturais, como renda média familiar de R$ 1.800/mês nas periferias, mobilidade urbana limitada e oferta pública de cultura insuficiente na Baixada.
O projeto Cultura na Faixa é promovido pela ONG Se Essa Rua Fosse Minha (SER), por meio de convênio com a Transpetro.
