Por Almeida dos Santos
Nos últimos anos, venho me dedicando a pesquisar personagens vinculados à história de Nova Iguaçu e não populares nos dias atuais. Dada a importância da Villa de Iguassú, muitos tiveram influências e projeções dentro e fora do município. Buscar esses nomes, resgatá-los, tornar públicas as suas histórias é potencializar o sentimento de pertencimento. E assim tenho feito! Personagens, quando hoje relembrados por nós, só fazem aumentar a lista e a certeza de que a Villa de Iguassú e, na Câmara daquele tempo, passaram nomes que hoje não estão registrados em ruas ou aparelhos públicos. Quiçá hoje lembrados por cá, mas, às vezes, mais reverenciados fora pelo legado que deixaram.
Vereador em Iguassú
Quase ninguém fala dele aqui. Mas Luiz Alves de Sousa Lobo é o nome de um médico que foi vereador na Villa de Iguassú entre 1856 e 1860. Na vida, foi até Juiz de Órfãos, mas em Valença. Acumula, no currículo, o fato de ter sido membro da Academia Imperial de Medicina. Um esquecido do nosso passado que foi referência na medicina nos tempos do Império. É bom acrescentar que, depois de verear na Villa de Iguassú, Luiz Alves de Sousa Lobo teve consultório na Rua do Rosário, na capital, mas também fez história em Valença, cidade na qual igualmente foi vereador e lembrado até hoje.
Vereador em Valença
Além de ter sido vereador na Vila de Iguassú, também exerceu a mesma função em Valença no período de 1869 a 1872. Em 1871, no município do Vale do Paraíba, ele já falava em concorrência pública para a construção de um novo cemitério naquela cidade, mais precisamente em Conservatória, conforme diz o livro Valença de Ontem e de Hoje, de autoria do historiador Leoni Iorio. E foi também em Valença que ele mostrou um olhar para a Educação. É que, na sessão da Câmara de Valença de 30 de maio de 1870, apresentou-se um projeto de concessão de terreno para a instalação de uma unidade do Colégio Dom Pedro II, o que acabou não acontecendo.
De nada adianta
Por mais que façamos esforços para resgatar esses personagens, esbarramos na falta de espaços, salvo o site da Fenig, para colocarmos as suas biografias ou seus pequenos registros de vida, acessíveis a mais iguaçuanos – e, quem sabe, a pessoas interessadas de outros lugares. Esse trabalho que venho fazendo no valente Correio da Lavoura é a forma que encontrei de, ao menos, deixar algum registro de que eles existiram e são fascinantes quando descobertos ou redescobertos.
Relatos de assaltos constantes
Usuários da ciclovia da Rua Bernardino de Melo, que liga o centro de Nova Iguaçu a Comendador Soares, reclamam dos constantes assaltos registrados na via. Segundo relatos, criminosos em motocicletas têm abordado ciclistas e pedestres, aumentando a sensação de insegurança no local. Os usuários pedem reforço no policiamento e medidas que garantam mais segurança para quem utiliza a ciclovia diariamente.

